Entrevistas

Acelera 2016!!


Pauta escrita por Grazi Caproni, nutricionista Ciclo Novo,

à convite da Revista Campinas Café.

Leia a revista na íntegra pelo site, CLIQUE NESTE LINK

 

www.issuu.com/campinascafe

(Edição 256, Fevereiro de 2016 - Destinos Vips).

 

 

 




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Intolerância à Lactose? Sensibilidade ao leite? Alergia? Saiba mais.


Pauta escrita por Grazi Caproni, nutricionista Ciclo Novo,

à convite da Revista Campinas Café.

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www.issuu.com/campinascafe

 

(Edição 257, Março de 2016 - Air BnB Fashion).

 

 

 



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Solange Frazão


Solange Frazão

 

Saberia dizer qual foi o acontecimento mais marcante que desencadeou a busca por esse físico definido, lhe tornando referência na área fitness? O que motivou sua decisão em “construir” esse corpo, a se cuidar mais e a se transformar nessa mulher modelo de beleza que é?


Tudo foi muito natural em minha vida por mais que pareça que foi tudo programado. Acho que maneirava escrito nas estrelas. Desde adolescente sempre tive um corpo diferenciado das outras meninas primeiro pela própria natureza e BIO tipo. E depois porque sempre pratiquei esportes e desde jovem sempre tive uma alimentação extremamente balanceada com muita qualidade nos alimentos. Depois tudo foi consequência. Recebi mais de 10 títulos de beleza e segui uma carreira dentro da atividade física. Tudo colaborou para que eu continuasse até hoje com esse corpo que as pessoas tanto admiram. Dedicação, disciplina e forca de vontade. Alimentação saudável, exercícios e bons hábitos. Não tem muitos segredos nem montagens. Tudo aconteceu naturalmente. E o resultado é saúde e boa forma! 

Nesses anos de experiência, qual é pra você o maior segredo para emagrecer com saúde? O que lhe ajuda / motiva a manter uma alimentação equilibrada e saudável?

 

O maior de todos os segredos é buscar a saúde nos hábitos diários. Sabemos que os alimentos tem uma influencia considerável em nossas vidas. Estudos comprovam que os alimentos tem o poder de trazer saúde como também através deles podemos adoecer. Por isso dou muita importância para os alimentos porque sei que através deles podemos viver mais, podemos prevenir doenças, podemos encontrar a juventude e viver com mais qualidade. Essa é minha maior motivação para que eu sempre me cuide e nunca desista da minha saúde. Amo a vida e quero viver muitos e muitos anos se depender só de mim e principalmente, quero viver com qualidade e feliz. 


Qual sua definição sobre saúde? E sobre alimentação saudável?


Saúde é vida, e alimentação saudável é parte desta saúde. 

O que te levou a desenvolver essa disciplina de malhação / atividade física?


Como disse anteriormente acho que essa é minha missão aqui na terra. Ser referencia e conquistar muitos seguidores. A atividade física faz parte da minha vida, do meu dia a dia, e sempre fez. O resultado dessa dedicação é o que sou hoje. Tudo aconteceu naturalmente comigo, mas para as pessoas pode se tornar natural. Basta querer! 

 

O que sugere para quem tem “preguiça” ou falta de tempo para iniciar uma atividade física?


Não admito nada que possa impedir que uma pessoa deixe de praticar a saúde por nenhum outro compromisso. Nada é mais importante. Ainda agora que estudos novos mostram o quanto os exercícios físicos são poderosos para que possamos conquistar muitos e muitos benefícios. Previne doenças, trás saúde e felicidade por consequência. Todas as pessoas (crianças, adultos e idosos) tem obrigação de ter mais saúde pela própria qualidade de vida de cada um. O corpo bonito vem por consequência e nem é o mais importante. Todas as desculpas e empecilhos são apenas um passo para as doenças e os sinais negativos. Por isso, Xô preguiça! 

O que acha do uso de suplementos, já que eles são muito comuns no meio fitness e de estética, realmente valem como um complemento ou é possível emagrecer apenas com a mudança alimentar e de hábitos de vida?


Os suplementos são apenas complementos alimentares. As pessoas precisam entender isso. Os suplementos são extremamente bem vindos se realmente for necessário depois de alguns exames clínicos e de sangue. Depois de detectada alguma deficiência em algum nutriente, só assim devera haver uma reposição. Os suplementos serão super bem vindos quando houver necessidade. Assim ele fará parte também do processo Saúde e felicidade! 

 


"Ninguém é tão bom quanto todos nós juntos!"

CICLO NOVO



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Nossa nutricionista é membro do IBNF


Graziela Caproni, nutricionista e diretora geral da Ciclo Novo, é membro do Instituto Brasileiro de Nutrição Funcional (IBNF), mantendo-se assim sempre atualizada sobre as novidades da área.



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Ciclo Novo acompanhando as novidades


Nossa nutri Graziela Caproni conferindo as novidades nos principais Congressos da área:

 

Congresso Internacional de Nutrição Funcional

 

Congresso Internacional de Anti-Aging

 

Nossa nutri no Congresso de Ortomolecular com o médico cardiologista Dr Lair Ribeiro e a renomada nutri em fitoterapia Dra Vanderli Marchiori



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Ciclo Novo por ai - saiba mais.


Matérias com nossa nutri Graziela Caproni:

 

 

 

 

 

 



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Ditadura da indústria de alimentos: refletindo...!


Entrevista na Folha de São Paulo - Empreendedor Social da física indiana "inimiga" n°1 dos transgênicos. Vejam!! Chamamos a atenção para o trecho "é possível modificar esse cenário?".

 

A ativista indiana Vandana Shiva, 59, que veio ao Brasil para fazer palestras sobre temas da Rio+20

 

Considerada a inimiga número um da indústria de transgênicos, a física e ativista indiana Vandana Shiva afirma que há uma ditadura do alimento, onde poucas e grandes corporações controlam toda a cadeia produtiva. E dá nome aos bois: Nestlé, Cargil, Monsanto, Pepsico e Walmart.

"Essas empresas querem se apropriar da alimentação humana e da evolução das sementes, que são um patrimônio da humanidade e resultado de milhões de anos de evolução das espécies", diz.

Crítica feroz à biopirataria, Shiva ressalta que a única maneira de combater o controle sobre a alimentação é o ativismo individual na hora de consumir produtos mais saudáveis e de melhor qualidade.

Leia os principais trechos da exclusiva à Folha durante o 3º Encontro Internacional de Agroecologia, em Botucatu.

 

É possível alimentar o planeta sem usar transgênicos?

O único modo de alimentar o mundo é livrando-se das sementes transgênicas. Essas sementes não produzem alimentos, mas produtos industrializados. Como isso poderia ser a solução para fome? Só estão criando mais controle sobre as sementes. Desde 1995, quando as corporações obtiveram o direito de controlar as sementes, 284 mil fazendeiros cometeram suicídio na Índia. Nós perdemos 15 milhões de agricultores por causa de um design de produção agrária criado para acabar com a agricultura familiar.

 

Como mudar a alimentação do modelo agroindustrial para outro baseado na produção familiar e na distribuição local?

As pequenas fazendas produzem 80% dos alimentos comidos no mundo. As indústrias produzem commodities. Apenas 10% dos grãos de milho e soja são comidos por pessoas; o resto é 'comido' pelos carros, como biocombustíveis, e por animais. É possível elevar esses 80% para 100% protegendo a biodiversidade, a terra, os fazendeiros e a saúde pública. É apenas por meio da agroecologia que a produtividade agrícola pode aumentar.

 

Como as grandes corporações dominam a cadeia mundial de alimentos?

Se você olha para as quatro faces que determinam nossa comida, são todas controladas por grandes corporações. As sementes são controladas pela Monsanto por meio dos transgênicos; o comércio internacional é controlado por cinco empresas gigantes; o processamento é controlado por outras cinco, como a Nestlé e a PepsiCo; e o varejo está nas mãos de gigantes como o Walmart, que gosta de tirar o varejo dos pequenos comércios comunitários e com conexões muito diretas entre os produtores de comida e os consumidores. São correntes longas e invisíveis, onde 50% dos alimentos são perdidos.

Temos sim uma ditadura do alimento. A razão que eu viajei todo esse caminho até o Brasil é porque eu sou totalmente a favor da liberdade alimentícia, porque uma ditadura do alimento não é só uma ditadura. É o fim da vida.

 

Como as corporações chegaram a esse domínio?

Infelizmente, o chamado livre comércio trouxe a liberdade para as corporações, mas não para as pessoas. As corporações estão escrevendo as regras e se tornando os governantes.

Os direitos intelectuais acordados entre as organizações mundiais foram escritos pela Monsanto. Para eles, o problema era que os fazendeiros estavam guardando as sementes. E a solução que ofereceram foi dizer que guardar as sementes agora é um crime de propriedade intelectual. É isso o que dizem as regras da OMC. A Índia, o Brasil, a América Latina e a África deveriam dizer: 'Você não pode patentear a vida porque a vida não foi inventada. Pare com a biopirataria'.

Até agora, a revisão dessas regras não foi permitida, o que mostra que essas corporações ditam as regras. E não é apenas na OMC. A Monsanto escreveu o ato de proteção para o orçamento nos EUA. O vice-presidente da Cargill foi designado para escrever a lei de comércio e agricultura dos EUA.

 

É possível modificar esse cenário?

A única maneira de reverter essa situação é cada pessoa fazer seu papel de recuperar a liberdade e a democracia do alimento. Afinal, cada um de nós come duas ou três vezes ao dia. E o que nós comemos decide quem somos, se nosso cérebro está funcionando corretamente, ou nosso metabolismo está saudável ou, se por conta de micronutrientes, estamos nos tornando obesos. Isso afeta todo mundo: os mais pobres porque lhes foi negado o direito à comida; mas até os que podem comer porque não estão comendo comida. Chamo isso de anticomida, porque a comida deveria nos nutrir. A comida mortal que as corporações estão trazendo para nós destrói a capacidade da comida de nos nutrir e no lugar disso está nos causando doenças.

Cada um de nós deve se tornar um forte ativista da liberdade da comida e das sementes no nosso dia a dia. O que significa que temos que apoiar mais os fazendeiros e a agroecologia. Devemos ser comprometidos com a alimentação saudável.

 

Qual a importância do Brasil nesse jogo?

O Brasil tem um papel muito importante. De um lado, está uma agricultura altamente destrutiva e irresponsável, mantida pelas corporações, levando transgênicos, produtos químicos e piorando a fome. Do outro lado, está o modelo agroecológico, caracterizado pela diversidade, conhecimento popular, o melhor da ciência, e levando efetivamente comida às pessoas. Essa disputa está ocorrendo justamente aqui, no Brasil.

Provavelmente, o Brasil tem a maior proporção de diversidade de alimentos em sua agricultura. No entanto, a maior parte não é usada para a alimentação humana. Por exemplo, as plantações de cana-de-açúcar e soja vão para a alimentação de animais e para fabricação de combustíveis.

O Brasil é parte do que eles chamam de Brics. Eu não gosto de 'tijolos'. Eu prefiro plantas. Mas é um forte jogador na cena global, e os jogadores vão decidir como os outros jogam.

 

Qual o papel da sociedade urbana em relação à agricultura familiar?

É muito feliz. Não porque eu acredito que as áreas urbanas têm mais riqueza e mais poder, mas porque, por terem mais riqueza, têm mais responsabilidade. E porque eles controlam a tomada de decisões, tanto em termos de governamentais como a sua própria atitude em termos de consumo. Se eles mudassem sua postura de consumo para longe das corporações, comprando, sim, alimentos dos pequenos produtores, eles ajudariam não apenas o agricultor familiar, mas também ajudariam a Terra e seus próprios corpos.

 

Recentemente o presidente da Nestlé afirmou que é necessário privatizar o fornecimento da água. Quais as consequências desse processo?

Tudo que é essencial à vida desde o começo da história, em todas as culturas, tem sido reconhecido como pertencente à sociedade. E isso inclui a semente, porque a semente é a base da comida, inclui a água porque água é vida. E são esses recursos que essas corporações gigantes querem enclausurar. Essas são as novas inclusões comerciais. Assim como na Inglaterra, eles enclausuraram a terra, e a tiraram dos camponeses para terem a revolução industrial.

Hoje, as corporações gigantes estão assumindo os bens comuns que são as sementes, a biodiversidade, a água. Quando a Nestlé diz que é necessário privatizar a água, eles estão, obviamente, pensando na necessidade de aumentar os lucros deles. Eles não estão pensando na necessidade dos aquíferos de serem sustentados e recarregados, porque corporações somente podem construir uma economia extrativa. Se eles privatizam a água, eles vão somente tirar a água para eles, o que significa que as comunidades locais são deixadas sem água. Então é um assalto.

As Nações Unidas têm de reconhecer que o direito à água é um direito humano. A Coca-Cola agora quer entrar no meu vale, um vale lindo no Himalaia, chamado Dune Valey. Em maio nós iniciamos uma campanha porque a privatização da água por essas empresas de engarrafamento significa, primeiro, que o direito universal à água é destruído. O aquífero, que pertence a todos, está agora engarrafado numa garrafa de 10 rupis que pode é acessível só aos ricos. Os pobres bebem apenas água contaminada.

A segunda coisa é que ela destrói água, e eu não sei por quanto tempo essa mineração poderá aguentar. A terceira é que ela polui. Sobram poucas fontes de águas puras, e, se eles realmente se importassem, deveriam limpar o pouco que sobra, ao invés de roubar o que resta limpo. Isto é roubo de água e, portanto, um crime contra a humanidade.

Essa dependência da Coca-Cola é um dos vícios da vida moderna. Nós temos muito mais bebidas saudáveis.
Na Índia, começamos uma campanha para as avós ensinassem aos seus netos as bebidas geladas que elas costumavam fazer. Somos um país tropical, sabemos como transformar qualquer fruta em uma bebida saborosa: um suco de manga crua, que é ótimo para prevenir insolação, uma mistura maravilhosa de sete grãos, que é como uma refeição completa e, se tomada no café da manhã, você não precisa de mais nada. As bebidas venenosas que são vendidas pela Nestlé e pela Coca-Cola roubam o nosso dinheiro, a nossa água e a nossa cultura.

 

Qual é a forma alternativa à globalização?

Originalmente, o livre comércio deveria reconhecer a liberdade de todas as espécies e por isso não destruiria nenhuma espécie nem ecossistema. Originalmente, o livre comércio reconheceria os direitos dos camponeses e dos povos indígenas e, por isso, não iria cortar as raízes. Reconheceria também os direitos dos pequenos agricultores familiares e iria cuidar para que existam preços justos, ao invés de tentar debilitar o preço por meio de dumping e jogando fora os produtos.

Um verdadeiro livre comércio seria a liberdade para as pessoas e não a liberdade para as corporações. O que nós temos agora é uma corporatização global com uma negligência total, uma destruição negligente e desatenta. O que precisamos é uma consciência livre que esteja profundamente ciente de nossa interconexão com outras espécies, outras culturas e com toda a humanidade. Temos que ser conscientes do dano que fazemos aos outros. Dessa forma, não vamos incrementar o tamanho de nossa pisada ecológica, mas vamos a reduzi-la.

E, na alimentação, a única forma em que você pode reduzir sua pisada é de mudar de agroindústria para agroecologia, mudar da distribuição global para distribuição local, mudar de um sistema violento, que depende do governo corporativo, para um sistema pacífico, que depende da comunidade e da solidariedade. No momento em que mudamos para isso, a pisada se reduz. Podemos ir do industrial e global para ecológico e local.

 

Como acelerar o processo de alinhamento entre os vários movimentos para um estilo de vida mais sustentável?

Agroecologistas, camponeses e agricultores familiares são, na minha opinião, os maiores, protetores do planeta. É o momento de os movimentos ecológicos perceberem que os verdadeiros ambientalistas são os agricultores, que realmente reconstroem o solo, que fazem o cultivo de uma forma que os besouros não sejam mortos, que protegem a água.

E o movimento pela saúde tem que perceber que os agricultores são os médicos, que fazer crescer comida saudável é a melhor contribuição que podemos fazer. No momento em que fazemos essas conexões, existe uma nova vida, porque a vida cresce por meio de inter-relações.

 

"Porque ninguém é tão bom quanto todos nós juntos!"

Corpo Novo: uma escolha simples!


 



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Entrevista Dr. Tommaso (psicoterapeuta da boa-forma, articulista da Revista Boa Forma, coluna


Entrevista Dr. Tommaso

(Psicoterapia da Boa Forma)

http://www.tommaso.psc.br/site/

 

O que levou você a se interessar em trabalhar com mulheres que são modelos?

 

Eu atendia esporadicamente algumas modelos e me surpreendia com as narrativas que faziam, com a exigência de magreza, com a insatisfação com o próprio corpo. Mas, eram casos clínicos. Queria conhecer mais a profissão e, sendo especialista em transtornos alimentares e emagrecimento, estabeleci um projeto de prevenção com as agências de modelo. Aí comecei e me interar da realidade dessas meninas. São cerca de 3 600 modelos entrevistadas e acaba por se constituir uma especialidade. Mais tarde fiquei sabendo que era pioneiro mundial no atendimento psicológico de modelos. Mas, claro, não é só isso que faço na vida.

 

De acordo com sua experiência clínica, você acha que existe alguma pessoa que está realmente satisfeita com sua própria aparência?

 

Há uma enorme insatisfação feminina com a própria aparência. Não só na clínica, mas pesquisas mostram isso a todo momento. Segundo uma pesquisa de 2004 efetuada pela Dove em 10 países , somente 2% das mulheres de todo o mundo se definiram como bonitas. E no Brasil somente 1 %!!! Fiz uma pesquisa entrevistando modelos de 18 anos em diante, para minimizar o fator adolescência. Todas queriam emagrecer! Em média 3 kg. A média das notas que deram para o próprio corpo foi 6,3 e para o rosto 7,2. 95% fariam cirurgia plástica se pudessem! Se comparadas com os números da pesquisa da Dove (53% das brasileiras faria cirurgia plástica se pudesse), as modelos, detentoras do tal “padrão” de beleza, estão mais insatisfeitas...

 

Por que as pessoas em geral sofrem tanto com a aparência?

 

Os “padrões” de belezas impostos pela mídia estão aí. Mulheres altas, magras, lindas, mas autênticas exceções genéticas são apontadas como “padrão”. Padrão, estatisticamente falando, é um atributo que 50% das pessoas possam ostentar. Então a inteligência do Einstein é fantástica, mas não é padrão. Correr 100 m em 9 segundos , como o Bolt, é extraordinário, mas não é padrão. O biótipo de uma modelo ocorre em 0,5 % da humanidade...Então, o “padrão” não é padrão, mas imposto como tal. Além disso, modelos são mulheres escolhidas a dedo, que passam por uma produção antes e depois do trabalho. Fotografam centenas de fotos para a escolha de duas, filmam horas para cerca de 20 segundos de aparição. Como disse a Cindy Crawford “antes de ficar duas horas com o cabeleireiro e com o maquiador, nem eu pareço com a Cindy Crawford”. A menina de 40 anos atrás era comparada com a menina mais bonita da classe, hoje com as mulheres mais bonitas do mundo...

 

Há muitos problemas alimentares entre as modelos realmente? E entre então "mulheres comuns"?

 

Pela exigência absurda da moda, o quadril de uma modelo não pode ultrapassar 90 cm...Para alguns “gênios” estilistas, 88 cm...Então, para poderem trabalhar, várias meninas fazem dietas malucas, tomam remédios, fazem jejum e apresentam outros comportamentos de risco. 25 % das modelos apresentam esses comportamentos. Se houverem outros fatores poderão desenvolver um transtorno alimentar. Modelos, bailarinas, atletas, atrizes são profissões de maior risco. Mas as não modelos também estão insatisfeitas. Reparem que o peso estético (aquele que a mulher acha que deveria ter) cada vez mais se afasta do peso clínico.

 

Há uma diferença entre a auto-imagem do homem e da mulher? Quem é maisfeliz ou mais tranquilo?

 

O homem, ainda, está menos afetado. A preocupação maior é com massa muscular. Não sei como será daqui 30 anos. Mas, para a mulher, o “corpo ideal” é critério de inclusão...

 

A mídia é prejudicial à psiquê feminina (à saúde emocional) delas? E o mesmo acontece com a psiquê masculina?    

 

A mídia é poderosíssima. Onde chegam os valores ocidentais a preocupação estética cresce exponencialmente. Há um estudo famoso feito pela Universidade de Harvard em 1995 nas Ilhas Fiji, Pacífico.  Annie Baker entrevistou as moradoras e não havia grande preocupação com peso, dietas, forma física. Naquele ano a televisão começava a circular na Ilha. Em 1998, 3 anos após, 79 % das mulheres faziam dieta e 1/8 tinha bulimia...

 

O fato de a pessoa se cuidar na alimentação e o amor-próprio estão ligados? Como?

 

A busca da saúde, da qualidade de vida, é um dos fundamentos da autoestima. Para que tenhamos saúde, alimentação saudável, atividade física e equilíbrio emocional são fundamentais.

 

Como podemos ser pessoas mais felizes e não tão preocupados com a aparência, mas sim, desfrutando da vida?

 

Utilizando a estética como um meio e não como um fim em si própria. Buscando a beleza de cada uma e não a de quem quer que seja. Desenvolvendo a identidade estética. Investindo nos próprios diferencias estéticos, naquilo que sãs torna únicas.

Compreendendo que mais do que ser ou estar, é preciso SENTIR-SE bonita e isso é uma percepção baseada na autoestima. Num sentido amplo, ser bonita é ser feliz.

 

Dr. Marco Antonio De Tommaso
- Psicólogo e psicoterapeuta pela Universidade de São Paulo
- Atuou no IPQ HCUSP em pesquisa e atendimento
- Credenciado pela Assoc Bras para estudo da obesidade
- Psicólogo da Agência L'Equipe de modelos
- Colunista da Revista Boa Forma "No Divã"
- Consultor do site www.giselebundchen.com.br/estilo


Rua Bento de Andrade 121, Jardim Paulista São Paulo 04503-010

3887 9738 www.tommaso.psc.br tommaso@terra.com.br

blog http://tommasopsicologia.blogspot.com/

Clínica Tommaso: "Deixando de estar aprendendo a ser"

 

A Ciclo Novo agradece imensamente a disponibilidade do Dr. Tommaso em nos ajudar a entender melhor a profundidade do ser humano, para que possamos nos aprimorar enquanto profissionais e enquanto seres humanos. Para que possamos melhor auxiliar aqueles que tanto precisam de uma luz!



"Ninguém é tão bom quanto todos nós juntos!"

CICLO NOVO



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