Dicas Valiosas

Diet, light e adoçantes: qual a diferença?


Fonte: revista Saúde

 

Vejam que interessante essa informação em Alimento "magro": até 1988, diets e lights eram considerados remédio e vendidos apenas em farmácias.

Atualmente, 35% dos lares consomem e hoje é considerado alimento e vendido livremente.

Mas saiba a diferença entre diet e light (segundo a ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para escolher melhor na hora do consumo:

 

DIET - alimentos especialmente formulados para grupos da população que apresentam condições fisiológicas específicas. Como, por exemplo, geléia para dietas com restrição de açúcar. Apresentam na sua composição quantidades insignificantes ou são totalmente isentos de algum nutriente, ex. açúcar, o que seria muito bom para diabéticos e até mesmo pra quem quer emagrecer. Mas o que acontece, é que na maioria desses produtos retira-se um nutriente e substitui-se por outro, como gordura (tornando-o mais calórico). E em termos de qualidade nutricional, ou seja, presença de bons nutrientes pra saúde, podem ser muito pobres.

 

LIGHT - São aqueles que apresentam a quantidade de algum nutriente ou valor energético reduzida quando comparado a um alimento convencional. Por exemplo, iogurte com redução de 30% de gordura em relação ao comum é considerado light.

 

Mas.... Tanto alimentos diet quanto light não têm necessariamente o conteúdo de energia/caloria reduzido. Podem ser alteradas as quantidades de gorduras, proteínas, sódio, entre outros; por isso a importância da leitura dos rótulos.

E o adoçante (diet) que foi criado para fins especiais - diabéticos, mas hoje passou a ser consumido pela população em geral?

A quantidade de adoçantes ingerida nas bebidas aumentou 37,7%  entre 1989 e 2004. E um dado preocupante: 57% dos consumidores de adoçantes brasileiros não se preocupam em saber qual o tipo de adoçante consomem e 16% afirmam "esguichar" adoçante líquido na bebida a ser consumida. Dessa forma, a principal preocupação é se a quantidade ingerida diariamente pela população está dentro dos limites de ingestão considerados seguros.

Nos EUA o ciclamato de sódio está proibido desde 1969 devido evidências de que sua alta concetração na dieta estava associada com câncer de bexiga em ratos. No Canadá, a utilização de sacarina está proibida. No Brasil esses dois adoçantes - mais antigos do mercado, são também os mais econômicos/baratos, por isso ainda largamente utilizados por aqui, inclusive também na formulação dos produtos (e não só diretamente pelo consumidor).

 

Além de apresentarem um poder de adoçar muito maior quando comparados com o açúcar, os adoçantes não possuem calorias, um dos principais motivos que levam a população não só obesa, mas geral, a optarem pelo seu consumo. MAS FIQUE ATENTO: estudos demonstram que os adoçantes podem contribuir ainda mais para o ganho de peso.

Parace contraditório, já que não têm calorias - como engorda?! Um dos motivos é que por se ligarem aos receptores para o sabor doce na língua, provocam a produção - por poucos segundos - de algumas substâncias que afetam as emoções  e emitem sinais ambíguos para o cérebro, confundindo os centros de controle do apetite e estimulando a ingestão alimentar. Resumindo, o corpo percebe o sabor doce, entendendo que com ele virá energia/caloria para suprir suas necessidades, mas como o adoçante é doce, mas SEM caloria, o organismo recorre a um sistema de compensação querendo comer mais em ocasiões seguintes.

 

Portanto, mais importante do que optar pelo diet ou light, na hora de emagrecer aprenda a fazer escolhas mais inteligentes. Leia os rótulos. Opte por adoçantes que até o momento se mostram menos prejudiciais - stevia, xilitol, taumatina. Prove o alimento antes de adoçar e seja com açúcar ou adoçante, diminua a ingestão ao mínimo - "desvicie" sua língua dos excessos.

 

Emagrecimento é formado por um grupo de escolhas diárias e não somente pela substituição do requeijão comum pelo light ou do presunto pelo peito de peru...! Se assim fosse, não teríamos uma população de obesos crescendo a cada dia!

 

Fique bem e até o próximo post!

 

Referências: livro Nutrição Clínica Funcional - obesidade. Andréia Naves, 2009.

 



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